segunda-feira, 9 de abril de 2012

SEMANA ‘QUASE-SER-TÃO’: Juan Gelman:

  ‘En estos tiempos mezquinos, ahí está la poesía de pie contra la muerte’
 
MADRUGADA

Jugos del cielo mojan la madrugada de la ciudad violenta.
Ella respira por nosotros.

Somos los que encendimos el amor para que dure,
Para que sobreviva a toda soledad.

Hemos quemado el miedo, hemos mirado frente a frente al dolor
Antes que merecer esta esperanza.
Hemos abierto las ventanas para darle mil rostros.

Madrugada

Sumos do céu molham a madrugada da cidade violenta.
Ela respira por nós.

Somos os que acendem o amor para que dure,
Para que sobreviva a toda solidão.

Queimamos o medo, olhamos cara a cara a dor
Mais que merecer esta esperança.
Abrimos as janelas pra dar-lhe mil rostos.

 In Amor que serena, termina?, Juan Gelman, Tradução e seleção Eric Nepomuceno, Edição Bilíngue, Record, SP, 2001.

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