sexta-feira, 27 de julho de 2012

CORES DO NOIR: cinema imperdível

‘Cores do Noir’ é o nome da mostra de cinema que a Fundação Clóvis Salgado apresenta na sala Humberto Mauro entre os dias 1º e 9 de agosto/12

A curadoria da instituição escolheu 15 filmes representativos, de diferentes épocas, diretores e temas que, por alguma razão, conectam-se com a estética ‘noir’. Entre os diretores estão Robert Altman, David Lynch, Ridley Scott, Polanski. Existem grandes sucessos, cults e outros quase desconhecidos. Não podemos dizer que o ‘noir’ seja um gênero, é mais propriamente uma estética visual que cria um cenário de dúvida e mistério destilando angústia. Historicamente, esse estilo teve seu apogeu nas décadas de 40 e 50, resultado de adaptações dos romances policiais e de suspense gerados pela Grande Depressão, fotografados em preto e branco, com intenso uso de sombras e contrastes, tendo raízes no chamado expressionismo alemão. O termo ‘film noir’ foi estabelecido por um crítico francês em 1946 e até hoje é polêmico, embora também tenha se tornado quase o sinônimo de charme e qualidade. Outra deliciosa marca do filme ‘noir’ é ser, quase sempre, uma celebração do próprio cinema.  Confira a programação no site da Fundação Clóvis Salgado. 


Eu, particularmente, recomendo os seguintes (existem alguns que, a meu ver, são mais que dispensáveis, são muito ruins):

Amar foi minha ruína – John M. Stahl – 1945


Los Angeles Cidade Proibida – Curtis Hanson – 1997
O perigoso adeus – Robert Altman – 1973
Blade Runner – Ridley Scott – 1982 (o noir/ficção científica meu predileto de todos os tempos)

 Chinatown – Roman Polanski -1974

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