quarta-feira, 15 de agosto de 2012

MARX PARA O PEDRO (e com o Pedro):

(...)

"... o indivíduo parcialmente desenvolvido, meramente portador de uma função social especializada, deve ser substituído pelo indivíduo plenamente desenvolvido, adaptável a várias atividades, pronto para aceitar qualquer mudança de produção, o indivíduo para quem as diferentes funções sociais que desempenha são apenas formas variadas de livre manifestação dos seus próprios poderes, naturais e adquiridos." (...)

in O Capital, Karl Marx, 2º vol., Maquinário e Indústria Moderna.

 

p.s: pois é, não há dúvida de que esse viés 'desenvolvimentista do indivíduo' constante em toda a obra de Marx pode ser percebido como um 'verdadeiro garoto propaganda do projeto burguês' (ousado você... mas concordo) e que nossos dias praticamente exigem tal admissão. Mas... por outro lado (só mais um lado, pois são  muitos os lados dessa questão) a queda da função 'especializada' - horroroso mito do século XX - e o deslocamento para o desempenho de funções sociais variadas está certamente no centro de uma mudança da concepção de trabalho, de sujeito, de social. Exigência também constatável nos nossos dias... dias que revelam de modo claro a necessidade permanente de 'criação' - no sentido mais puro de 'invenção' - do 'modo' existencial para cada um. Essa ousadia para criar (e não copiar e colar) talvez seja a grande virtude dos tempos dos sujeitos como Goethe, Marx, Nietzsche, Freud...   Acho que nunca o sujeito esteve tão no foco... Complicado, né? Pensemos:

p.s 2: obrigada pelo diálogo.

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