domingo, 7 de outubro de 2012

PARA O GRUPO DE ESTUDOS: dicas para quem está estudando o filme LIAM:



Bom começar pelo diretor do filme STEPHEN FREARS. Stephen Frears nasceu na Inglaterra, em 1941, formou-se em direito, migrou para o cinema e televisão, dirigindo curtas e séries para TV, nas décadas de 60 e 70. Destacou-se de imediato  pela leitura acurada da cultura britânica. Atualmente é um dos mais respeitados cineastas do mundo, tendo estreado em Hollywood com o maravilhoso ‘Ligações Perigosas’ (1988), insuperável adaptação do ótimo romance de Chordelos de Laclos, de 1782. Stephen é autor de várias obras primas, todas com a marca de um rigoroso, crítico e detalhado olhar sobre os vínculos humanos/sociais, com especial foco para sociedade inglesa, mas sem perder com isso a universalidade. É decididamente um gênio.  Temos o inaugural Minha adorável lavanderia, O amor não tem sexo, Os Imorais, Alta fidelidade, Coisas Sujas e Belas, A rainha, Liam, entre outros.

Anos 30, Liverpool, uma família irlandesa católica em meio à crise econômica e os inícios das intolerâncias diversas que irão explodir o século XX. As radicalizações religiosas, ideológicas, nacionalistas apresentam-se entretecidas pela inexorável voracidade capitalista, que tempera a fogueira com doses generosas de corrupção. É nesse ambiente inassimilável que Liam, um garoto de sete anos, está crescendo. Ao mesmo tempo em que Stephen sobrecarrega nas cores ao apresentar o cenário geral, foca delicadamente os sobre-humanos esforços de uma criança para crescer e adaptar-se ao caos e brutalidade que a rodeia. Sua vida emocional (sua estrutura pessoal, portanto) aparece dilacerada entre a vital curiosidade que traz em si e a violenta indiferença estúpida que o rodeia. É um belo material para se extrair um fio (uns) da trama que teceu os nossos dias. Bom trabalho para vocês.

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