sábado, 24 de novembro de 2012

SÉRIE BITS: MPB



VAPOR BARATO

Jards Macalé/Wally Salomão

Oh, sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu não acredito mais em você
Com minhas calças vermelhas
Meu casaco de general
Cheio de anéis
Vou descendo por todas as ruas
E vou tomar aquele velho navio
Eu não preciso de muito dinheiro
Graças a Deus
E não me importa, honey

Minha honey baby
Baby, honey baby
Oh, minha honey baby
Baby, honey baby

Oh, sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que eu tô indo embora
Talvez eu volte
Um dia eu volto
Mas eu quero esquecê-la, eu preciso
Oh, minha grande
Ah, minha pequena
Oh, minha grande obsessão

Oh, minha honey baby
Baby, honey baby
Oh, minha honey baby
Honey baby, honey baby, ah...
 
 p.s: há pouco falamos em traduções. Falemos hoje em traduções musicais. Levem aí uma tradução cinematográfica do Walter Salles para Vapor Barato, mais de vinte anos depois da gravação de Gal, que é de 71 (gosto do filme - e do Walter (ninguém sabe) - mas me senti traída com essa música com cara dos noventa. Nada a ver. Ela não aceita biquinho.) Tem também a versão do Rappa. Pois é. Deixa, pode. E a do Jards, que naturalmente ainda tem o tom original, afinal a canção é dele, mas – sem trocadilhos, ou com – agora ele tá mais, muito mais, cansado. Muito mais. A declaração de Waly sobre a canção deixa claro a inconsciência da coisa. O incerto espírito do tempo, dos setenta, posou naquele então em Gal e levou junto a gente; esse espírito dizia do que se vivia. Carregou a Gal por todo esse tempo, chegou de leve, e fundo, no Zeca Baleiro que, de fato, foi quem sentiu seu verdadeiro bafo original e a colocou no fundo e final de sua linda Flor da Pele. Foi suficiente para despertar Gal – a gente sabe que ela anda dormindo – e arrepiar a meninada. Amanhã a gente traz o Baleiro, digno de seus antepassados. Grande Zeca.

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