quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Uma experiência deliciosa: O CHEIRO DE PAPAIA VERDE

 
Foi uma experiência maravilhosa rever ‘O CHEIRO DE PAPAIA VERDE’, filme vietnamita de 1993. Naquele tempo o filme chegou como cachoeira de delicadeza e profundidade varrendo a brutalidade, estupidez e desespero que estavam associados àquele país em nossas cabeças. Com boas razões, naturalmente. A guerra do Vietnam era a ferocidade brutal que destruía a todos nós e, de repente, é exatamente de lá que chega a incrível e sustentável leveza da vida. Agora, quase vinte anos depois, foi encantador experimentar a perenidade da delicadeza. E mais, muito mais: a força da serenidade, a exuberância da vida, o poder do belo. Sim, eu estou empolgada e grata por terem feito O CHEIRO DE PAPAIA VERDE. Falei antes em profundidade; é isso, há muito para encontrar ali, onde ainda estão nossas maiores e mais atuais questões. O que foi feito do universo pessoal? Do universo doméstico? Da força do sujeito que se dobra reverenciando a vida? A crueza da guerra aparece no filme apenas num rápido ruído de um avião bombardeiro (muita gente nem percebe) e na decadência econômica da família. Basta. A delicadeza da vida vence a guerra. Queria oferecer o filme para todos vocês. Em especial para o grupo de estudos: convém à nossa ocupação do momento. Desfrutem.

Diretor: Trần Anh Hùng ( melhor diretor/ festival de Cannes de 1993).

 

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