segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Tá bem... outra vez sobre os tais tons de cinza, que insistem e insistem...

“É propriamente falando um efeito inverso da fantasia. É o sujeito que se determina a si mesmo como objeto, em seu encontro com a divisão da subjetividade. (...) É no que o sujeito se faz objeto de uma vontade outra, que não somente se fecha mas se constitui a pulsão sadomasoquista. (...) O sádico ocupa ele próprio o lugar do objeto, mas sem saber disto, em benefício de um outro, pelo gozo do qual ele exerce sua ação de perverso sádico.”
 
Jacques Lacan, in O Seminário, Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise, Zahar editor, RJ, 1985.

Então, entenda: é como qualquer fundamentalista religioso ou liberal cínico, como um Bush da vida, que se põe na posição de instrumento puro da vontade superior do grande Outro. Não  reconhece nenhuma responsabilidade pelos atos que comete, põe-se apenas como instrumento de uma necessidade que não é sua mas do outro que, no caso, é quem não sabe de si. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário