domingo, 24 de fevereiro de 2013

AMOUR

Amor : poster Emmanuelle Riva, Jean-Louis Trintignant, Michael Haneke 

Respirei fundo, tomei coragem e fui ver. Eu estava certa: é um trabalho sobre o amor e a coragem. E é antes de tudo, um trabalho corajoso. E isso é muito estimulante. É verdade, saí animada e orgulhosa desse filme (não quer dizer que não estava perplexa). Enfim... Coragem do diretor e do roteirista. Ficaram no essencial, no foco, sem adereços nem analgésicos. Coragem e verdade dos atores: exibir – em tela grande, alta definição e sob holofotes – o que ninguém (nos tempos modernos) quer ver. Aliás, o filme também exibe essa condição: a filha histérica, desorientada, traída, fria, longe dos filhos, dos pais... A impotência muda do jovem brilhante ex-aluno correndo atrás do sucesso... A arrogância estúpida da profissional competente... É tudo verdade. ENFIM: ARTISTAS DA VIDA, ‘a vida é pra valer e não se engane não que é uma só...’ Ou  não, não importa, mas há um fim, sim, há um fim que faz parte da história da vida e dá sentido a ela. Veremos o quantum de coragem e de negação da Academia. Afinal sempre se fala em prêmios políticos (política: a arte do bem comum)... Veremos. E eu com uma profunda vontade de dizer ‘obrigada, muito obrigada’ a Jean-Louis Trintignant, a meu ver, a espinha dorsal do filme. E que tantas vezes, e há tanto tempo, me faz feliz numa sala de cinema. 'Merci, merci beaucoup'.

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