sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

SÉRIE BITS: POESIA BRASILEIRA




O POEMA
Mário Quintana
Um poema como um gole dágua bebido no escuro.
Como um pobre animal palpitado ferido
Como pequenina moeda de prata perdida pra sempre na floresta noturna.
Um poema sem  outra angústia que a sua misteriosa condição de poema.
Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza.

In 80 anos de poesia, Mário Quintana, Editora Globo, SP, 1996.

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