domingo, 10 de fevereiro de 2013

SÉRIE BITS: POESIA BRASILEIRA



VERSOS ESCRITOS NÁGUA



Os poucos versos que aí vão,

Em lugar de outros é os ponho.

Tu que me lês, deixo ao teu sonho

Imaginar como serão.



Neles porás tua tristeza

Ou bem teu júbilo, e, talvez,

Lhes acharás, tu que me lês,

Alguma sombra de beleza...



Quem os ouviu não os amou.

Meus pobres versos comovidos!

Por isso fiquem esquecidos

Onde o mau vento os atirou.

In BANDEIRA Antologia Poética, Livraria José Olympio Editora, RJ. , 1978.

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