sábado, 9 de março de 2013

9 de março: NABUCCO


NABUCCO, ópera de Verdi, estreia em Milão em 9 de março de 1842. Em quatro atos conta-se a história do rei da Babilônia, Nabucodonor. Escrita durante a ocupação austríaca do norte da Itália, despertou – por analogias – o sentimento nacionalista italiano. O Coro dos Escravos Hebreus tornou-se um dos mais populares cantos operísticos: “Va, pensiero, sull’ali dorate” (Vai, pensamento, sobre asas douradas).É um hino à esperança e à liberdade.




Nabucco funciona para Verdi, como uma espécie de superação através da música. À época, o compositor estava mergulhado em profunda melancolia, pela perda de familiares e pelo fracasso de seu trabalho. O sucesso imediato de Nabucco foi o ressurgimento de Verdi e, indiretamente, do movimento que os italianos chamam de Risorgimento: Itália livre e unida.  Pode-se dizer que depois da ópera Nabucco, nem Verdi, nem a Itália, nem a música foram as mesmas. Talvez se possa acrescentar que foi o nascimento da música engajada e do engajamento social do músico. Desde seu enriquecimento com a ópera, Verdi torna-se um ativo trabalhador ‘socialista’: aterrou e irrigou terras para pequenos agricultores, iniciou a produção de vinho em sua região, construiu hospitais e asilos. A ‘Casa di Riposo pei Musicistti’ ainda hoje abriga cantores e músicos idosos. A música de Verdi convida ao abandono da arrogância e da automistificação para no jogar num universo mais amplo de valores como amizade, gratidão e comunhão.
 




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