sexta-feira, 5 de abril de 2013

LIVRO DO MÊS 3: Luc Ferry



‘Os únicos seres pelos quais agora estaríamos dispostos a arriscar nossa existência, se absolutamente necessário, são primordialmente os seres humanos, não mais os ideais políticos ou religiosos, mas seres de carne e osso, a começar, é claro, por aqueles que amamos, por aqueles que são, por assim dizer, transfigurados e em seguida ‘sacralizados’ pelo amor. Vivemos um momento de refundação que não se assemelha a nenhum outro, um desses períodos raros e preciosos em que precisamos descobrir, ou mesmo inventar, uma nova visão do mundo que abranja todos os campos da existência humana, do conhecimento teórico à ética, da metafísica à política, passando pela vida cotidiana. Uma espécie de revolução coperniciana que, em lugar dos princípios fundadores antigos – o Cosmos dos gregos, o Deus das grandes religiões, o cogito, a Razão e os direitos do humanismo republicano -, faz do amor, da amizade, da fraternidade o novo pedestal de nossos valores e o coloca no centro de nossas preocupações.’

In A revolução do amor – por uma espiritualidade laica, Luc Ferry, Objetiva, 2010.

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