sexta-feira, 31 de maio de 2013

CONFIRMANDO CONVITE: Dia 08 de junho, sábado, a partir das 13 hs:

Cozinhas Americanas Simples
É isso mesmo, vocês compreenderam bem: vamos realizar um sarau, ouvindo Chico Buarque, tomando chá e escolhendo as utilidades domésticas (agora já são quase duas centenas) que lhes interessarem e pagando o quanto quiserem. Exatamente: o que quiserem pagar. Um real? Pois não, pode levar. (aqui, a palavra real nos fascina). Todos os objetos são novos e de primeiríssima qualidade – cristais, prata, porcelana, objetos de arte, etc. – e foram doados ao clube. Vamos transformá-los em livros.

Aproveitando a oportunidade, voltamos a Giorgio Agamben, em PROFANAÇÕES, uma nossa inspiração nesses dias e nesses caminhos:

 Na sua forma extrema o capitalismo é uma religião que realiza a pura forma de separação do sagrado, sem mais nada a separar. Uma profanação absoluta coincide com uma consagração igualmente vazia e integral. Na mercadoria, a consagração faz parte da própria forma do objeto, que se transforma em fetiche inapreensível. Assim, tudo, como mercadoria, – também o corpo humano, a sexualidade, a linguagem – está deslocado para a condição de fetiche inapreensível, na qual o uso durável é impossível. Esta esfera é o consumo. O consumo passa a ser a esfera onde a consagração das coisas é consumada. As coisas tornam-se reverenciáveis por si mesmas, sagradas e veneráveis e acima do universo do humano. Qual a alternativa? Fazer outro uso das coisas, diz Agamben. Estabelecer uma forma de relacionamento social que elimine a separação instaurada pelo capitalismo e que restitua ao domínio humano o que o sistema aliena para o plano do sagrado. Numa palavra, é preciso profanar. A profanação do ‘Improfanável’ é a tarefa política da geração que vem”, afirma Agamben. E as revoluções do século XXI deverão ter um caráter lúdico e profanatório. (tradução livre)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

MAIS UM PRÊMIO:

O Prêmio  Franz Kafka 2013 foi dado a Amós Oz, um maravilhoso escritor israelense de quem já falamos bastante aqui. Aproveitamos e sugerimos Amós Oz para todo mundo.  Por exemplo: ‘Meu Michel’ e ‘Conhecer uma mulher’. E também ‘Sobre o fanatismo’, um belíssimo ensaio sobre o pensamento contemporâneo e a paz. 

PRÊMIO CAMÕES 2013

 
 Mia Couto venceu a 25ª edição do Prêmio Camões, o mais importante da literatura em língua portuguesa. Em 1991, outro moçambicano ganhou o prêmio: José Craveirinha. Em 2012 o vencedor foi Dalton Trevisan, o mago contista paranaense. Mia Couto é nosso guru. Vocês sabem.

domingo, 26 de maio de 2013

CORREÇÃO: VENCEDORES DE CANNES/2013

O filme vencedor em Cannes é LA VIE D'ADELE , que não é dos irmãos Cohen, mas do francotunisiano Abdellatif Kechiche; o filme dos Cohen é 'INSIDE LLEWIN DAVIS e ganhou o Grand Prix. A polêmica (a meu ver, nada a ver... quero ver é um bom filme, uma história bem  contada e bem feita) está por conta da temática homossexual do filme.Dizem que o filme é lindo, emocionante e renovador.... que bom!

Atores Jeremie Laheurte e Adele Exarchopoulos, director Abdellatif Kechiche, atriz Lea Seydoux e produtor Brahim Chiouaj, da equipe de 'La vie d'Adele' (Foto: AFP PHOTO / LOIC VENANCE)

Palma de Ouro: "La vie d'Adele", de Abdellatif Kechiche.
Grand Prix: "Inside Llewyn Davis", dos irmãos Coen.
Melhor diretor: "Heli", de Amat Escalante.
Câmera de Ouro (Para diretores estreantes): "Ilo Ilo", de Anthony Chen.
Melhor ator: Bruce Dern, de "Nebraska".
Melhor atriz: Bérénice Bejo, de 'Le passé".
Melhor roteiro: Jia Zhangke, de "A touch of sin".
Prêmio do júri: "Like father, like son", de Hirokazu Kore-Eda.
Palma de Ouro de melhor curta-metragem: 'Safe', de Moon Byoung-Gon.

 
ps: aos poucos, vamos trazendo as notícias...

Irmãos Cohen... Cannes/2013

Vencem o Festival de Cannes / 2013 com "La Vie D'Adele", anunciado hoje. Logo mais, veremos outras notícias do festival.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

CONVITE ESPECIAL:

SARAU
Uma imagem de São Francisco...E um bom disco de Noel... ’

 “Nosso objetivo está claro agora: é necessário mostrar que a casa é um dos maiores poderes de integração para os pensamentos, as lembranças e os sonhos do homem. Nessa integração, o princípio que faz a ligação é o devaneio. O passado, o presente e o futuro dão à casa dinamismos diferentes, dinamismos que frequentemente intervêm, às vezes se opondo, às vezes estimulando-se um ao outro. A casa, na vida do homem, afasta contingências, multiplica seus conselhos de continuidade. Sem ela, o homem seria um ser disperso. Ela mantém o homem através das tempestades do céu e das tempestades da vida. Ela é corpo e alma. É o primeiro mundo do ser humano. Antes de ser ‘atirado ao mundo’, como o professam os metafísicos apressados, o homem é colocado no berço da casa. E sempre, em nossos devaneios, a casa é um grande berço. Uma metafísica concreta não pode deixar de lado esse fato, esse simples fato, na medida em que esse fato é um valor, um grande valor ao qual voltamos em nossos devaneios. O ser é imediatamente um valor. A vida começa bem; começa fechada, protegida, agasalhada no seio da casa. (In A poética do devaneio, Gastón Bachelard, Os Pensadores, RJ,Editor Victor Civita, 1984)

Olá pessoal,
O clube de arte ‘Quase-Ser-Tão’ realizará no dia 08 de junho, sábado, a partir de 13 horas, no quintal da Magda, ao som de Chico Buarque, o sarauUma imagem de São Francisco... e um bom disco de Noel... ’
 Nesse sarau, estará à venda mais de uma centena de utilidades domésticas – aparelhos de jantar, de chá e de café, conjuntos de copos e taças de cristal, bandejas, tigelas, jarros de cristal e de prata, canecas, adornos, obras de arte, etc. – cujo preço será dado pelo comprador, sem pechincha e sem conversa. Todos os objetos são novos e estão em suas embalagens originais; foram doados para o clube e o dinheiro arrecadado será convertido em livros e material escolar. Venha participar !
CLUBE DE ARTE QUASE-SER-TÃO

quarta-feira, 22 de maio de 2013

ESTRANHOS NOS NINHOS: (Amém)


1.    Estou assinando embaixo. (mais uma vez! Viva Eliane!)

2.    Vou publicar: afastei-me definitivamente da psiquiatria em direção à psicanálise, no começo dos anos 90, por causa da medicalização generalizada, abusiva, irresponsável e desconfiável que se anunciava. Decidi defender o direito à dor (meu e de meus pacientes).

3.    Sabemos muito bem para que servem trabalhos como esses tais DSMs.

4.    A dedicação ao clube de arte faz parte da resistência à medicalização da vida.

5.    Sou doente mental segundo o DSM-III-R (Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais – 3ª edição – Revista), ou seja, desde de 1989. Magda Maria Campos Pinto
 um-estranho-no-ninho
SUGESTÃO: vamos rever O ESTRANHO NO NINHO? Ótima ideia em muitos sentidos.


 Vencedor  de vários prêmios, entre eles, o Oscar de 1976 (EUA) como: melhor filme, melhor ator ( Jack Nicholson), melhor atriz ( Louise Fletcher, que interpretou a enfermeira Mildred Ratched ) e melhor roteiro adaptado; o Globo de Ouro, de 1976 ( EUA) como: melhor filme de drama, melhor diretor, melhor ator ( Jack Nicholson), melhor atriz ( Louise Fletcher), melhor revelação masculina ( Brad Dourif,que interpretou Billy Bibbit) e melhor roteiro; o BAFTA de 1977 ( Reino Unido) como: melhor filme, melhor diretor, melhor ator, melhor atriz, melhor ator coadjuvante ( Brad Dourif) e melhor edição; Prêmio Bodil de 1976 ( Dinamarca) como: melhor filme americano; o David di Donatello de 1976 ( Itália) como: melhor diretor de filme estrangeiro e melhor ator estrangeiro.
ps: obrigada, Giovana.

UM BELO TRABALHO:

DICIONÁRIO FEITO POR CRIANÇAS:
 
“uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir mais cedo”
 
Inveja: Atirar pedras nos amigos (Alejandro Tobón, 7 anos)
Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus (Natalia Bueno, 7 anos)
Lua: É o que nos dá a noite (Leidy Johanna García, 8 anos)
Mãe: Mãe entende e depois vai dormir (Juan Alzate, 6 anos)
Paz: Quando a pessoa se perdoa (Juan Camilo Hurtado, 8 anos)