terça-feira, 9 de julho de 2013

Uma semana com YVES BONNEFOY 3


Sim, é bem isso.
Uma alucinação nas palavras antigas.
O sobrepor-se
De toda a nossa vida ao longe como um mar
Feliz, por arma de água viva elucidado.

 Nós já não precisamos
De imagens lancinantes para amar.
Essa árvore nos basta, que, por luz,
Desliga-se de si e já não sabe mais
Que nome quase dito de um deus quase encarnado.
 
E todo o alto país que o Um tão perto queima,
 
 E o reboco de um muro que o tempo corrói,
Simples, mãos sem tristeza, e que mediram.


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