sexta-feira, 27 de setembro de 2013

APRENDIZ DE PRIMAVERA: A morte 20



“Depressa, amor, quero-te oferecer a minha boca!
A morte ronda na aldeia e poderá levar-me

*

Bem-amado, vem sentar-te um instante ao pé de mim
A vida é breve como o crepúsculo de uma noite de Inverno que passa.

*

Meu amor, abre o meu túmulo e vê
A poeira que cobre a bela embriaguez dos meus olhos

*

Ó túmulo arruinado, ó tijolos dispersos, o meu amado não é mais que poeira
E o vento da planície leva-se para longe de mim.

*

In A voz secreta das mulheres afegãs – O suicídio e o canto, Sayd Bahodine Mayrouh, Cavalo de Ferro Editora, Lisboa, 2005.

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