terça-feira, 22 de outubro de 2013

IMRE KERTÉSZ 2

 



“Mas basta que eu examine minha própria identidade político-social para embaraçar os ouvintes, e a mim também: sou judeu, embora mal conheça o legado judeu e esteja distante de mim o nacionalismo judeu; sinto-me de convicção conservadora, mas em política me situo na vertente liberal; deposito as fichas do lado da democracia, mas não acredito na igualdade dos homens, reluto em aceitar o princípio das massas e tenho horror declarado delas, da maneira como são manipuladas, controladas com rédea curta e entretidas, bem como da intimidação que nelas reside, a qual no fundo ameaça os ideais mais elevados de uma minoria que sempre evocou os valores humanos”.

In A língua exilada, Imre Kertész, Companhia das Letras, SP, 2004.

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