quarta-feira, 13 de novembro de 2013

PASSEIOS LITERÁRIOS


D. H. LAWRENCE (1885-1930)

Nasceu em Eastwood, entre as minas de carvão. Era o quarto filho de uma família pobre; de um pai rude e alcoólatra. Destacou-se já nos primeiros anos de escola primária, com especial facilidade para idiomas, e ganhou bolsa de estudos para a escola secundária. Aos 17 anos começou a trabalhar como escriturário. Adoeceu gravemente em seguida (pneumonia que lhe deixou graves complicações pelo resto da vida), mas durante a convalescença começou a escrever versos e a ler os clássicos. Tornou-se professor; aprendeu a pintar e a tocar piano. Entrou para a Universidade de Nottingham e tornou-se professor. Seus primeiros poemas são publicados e bem recebidos. Já em 1910 frequenta os círculos literários de Londres; faz relações de amizade com George Eliot e Thomas Hardy. Liga-se a Frieda, esposa do colega Ernest Weekley, e foge com ela para a França, e daí para a Itália. A produção literária é constante: O intruso, Filhos e Amantes, Crepúsculo na Itália. Sua visão de mundo: ‘A minha grande religião é dada pela convicção de que a carne e o sangue têm mais razão do que o intelecto. A nossa razão pode equivocar-se. No entanto, sempre está certo o que o sangue grita e fala’. Lawrence teve o elogio da crítica, mas sempre enfrentou grande rejeição do público, em geral acusado de imoralidade e pornografia. O casal volta à Inglaterra (após o divórcio de Frieda) e aparecem ‘O Arco Íris’ e ‘Mulheres Apaixonadas’. Com o início da guerra, a família se instala na Cornualha e passa a enfrentar grandes dificuldades econômicas. São expulsos sob suspeita de espionagem e retornam a Londres; continuam sob vigilância, e Lawrence critica abertamente os políticos. Rompe com Bertrand Russell. Finda a guerra, decide partir: está amargo. Passa muitos anos viajando pela Europa e sua produção literária é intensa: volumes de poemas e contos. Sob encomenda da Universidade de Oxford, escreve o ensaio ‘Movimentos na História Europeia’, publicada sob pseudônimo. Continuando suas viagens, visita o Ceilão e instala-se na Austrália. Logo segue para os EUA e depois de uma briga com seus anfitriões, vai o México e se fixa em Guadalajara. É desse tempo o romance ‘A Serpente Emplumada’ (1926), mais um trabalho revolucionário, onde as crenças locais são examinadas com profundidade; Frieda volta para a Inglaterra e ele permanece no México, estudando Jung e Freud. Escreve um artigo sobre o assunto: ‘Psicanálise e Inconsciente’. Cede aos chamados de Frieda e volta para a Inglaterra, onde se aproxima de Aldous Huxley.  Depois de idas e vindas, e muitas recaídas da tuberculose, aparece ‘O AMANTE DE LADY CHATTERLEY’, com fundamentos em sua própria história com Frieda. Foi o maior dos escândalos e o livro ficou proibido na Inglaterra por 32 anos. Mas circulava intensamente em edições piratas. Também suas pinturas são censuradas e foram recolhidas, após uma exposição de seis semanas de enorme sucesso de público. A saúde piora muito e o casal se instala na casa de Huxley na Itália, onde vem a falecer em 1930, aos 44 anos.

 D.H. lawrence and Aldous Huxley in Taos, circa 1929


 

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