sábado, 23 de novembro de 2013

PASSEIOS LITERÁRIOS:

 


OSCAR WILDE (1854-1900)

 Seu pai foi um médico famoso, além de pesquisador das tradições irlandesas; sua mãe, uma elegante escritora reconhecida. Oscar era o segundo filho do casal; a mãe recusou-se a aceitar mais um filho homem e o vestia e tratava como uma menina. A casa da família era um centro de boemia e de encontros artísticos. Oscar Wilde destacou-se sempre nas escolas por onde passou. Escrevia prosa e poesia, recebia prêmios, e dedicou-se a uma vida pela glória, em que a indumentária e o gestual eram parte fundamental de sua visão de mundo: cabelos longos, casacos de veludo, gravatas extravagantes, um lírio na lapela. Frequentou a mais alta classe econômica londrina e viajou para os EUA como conferencista; percorreu o país inteiro, esteve preso por quebra de contrato e foi roubado por jogadores de pôquer. Viajou ao Canadá e à França. Em Dublin, casou-se com Constance Lloyd e teve dois filhos. O mais velho, Ciryl, morreu em ação na primeira guerra mundial.  Tornou-se um pai de família exemplar por algum tempo; em 1889, começou uma relação amorosa com Robert Ross, a que chamava ‘experiência homossexual’. Iniciou seu período mais produtivo como escritor; arriscou-se no teatro e teve grande sucesso. A peça ‘Salomé’ foi inicialmente proibida, e logo considerada uma obra prima sobre a maldade e o sadismo. Wilde dedicava seu tempo a um jovem chamado Bosie, de vinte anos de idade. O culto ao homossexualismo estava na moda. A família do jovem não admitia a relação e acusava Wilde, que resolveu processá-la por difamação; foi um longo debate. Wilde perdeu a causa e em maio de 1895 foi condenado a dois anos de trabalhos forçados. Apesar de muito sofrimento produziu grande parte de obra em prosa. Destaca-se a última ‘DE PROFUNDIS’, uma longa carta a Alfred Douglas,  onde discute filosofia, arte e religião. Após o cumprimento da pena foi levado por amigos para viver na França. Não tinha mais família; esposa e filhos viviam disfarçados. Os amigos tornaram-se raros. Ainda escreveu bastante, inclusive sobre a vida no cárcere, mas estava pobre. Em 1889 soube da morte de Constance. No ano seguinte começou a queixar-se de dor de cabeça e, alguns meses depois faleceu vítima de meningite. Alguns anos depois de sua morte, já era reconhecido como personalidade genial.
 
The Oscar Wilde Collection 
The 15 Wittiest Things Oscar Wilde Ever Said 
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