quinta-feira, 7 de novembro de 2013

PASSEIOS LITERÁRIOS

aldous-huxley 


ALDOUS HUXLEY ((1894-1963)

Nasceu na Inglaterra. Viveu em Los Angeles. Foi amigo de Greta Garbo, Charles Chaplin, Bertrand Russell... Casou-se aos 25 anos com Maria Nys, esposa e copista de seus manuscritos por mais de trinta anos; Maria morreu em 1955 de câncer. Aldous casou-se depois com Laura Archera, amiga do casal, que continuou o ‘trabalho’ de Maria, ‘secretariando’ o artista. Ainda adolescente, publicou poemas em jornais. Foi uma clássica criança prodígio. Era de uma família de médicos e biólogos renomados. Aos 16 anos ficou cego por oito meses devido a uma infecção; tal experiência foi fundamental para sua visão de mundo, que pode ser descrita, a grosso modo, como amarga e ironicamente pessimista. Crítico implacável da sociedade materialista, racionalista, decadente.

Huxley disse sobre ‘Admirável Mundo Novo’, seu trabalho mais conhecido: ‘postulei a existência de uma sociedade que , à sua maneira, tinha resolvido para sempre o problema do excesso de população. Uma densidade demográfica ideal havia sido determinada e a provisão de reservas de tubos de ensaio produtores de alimentos estava regulada pra prevenir o mínimo desvio do normal. (...) Esta fábula não é de todo arbitrária. Fala da nossa condição e da provável condição de nossos descendentes. Todavia, falhou ao tratar de certos aspectos da vida contemporânea que ameaçam, com sua imposição cada vez mais dolorosa, a atenção coletiva do ser humano’.

Viajou para o oriente e conheceu o budismo. Influenciado, tornou-se um sagaz observador contemplativo. Nesta fase, produziu enorme quantidade de romances e ensaios sobre vários assuntos. Decidiu juntar-se a pesquisadores e fazer experiências com mescalina e ácido lisérgico. Em 1954, publicou ‘As portas da percepção’, relato de tais experiências. Visitou o Brasil em 1958; esteve em Brasília, Mato Grosso e nas favelas do Rio. Aldous Huxley foi o mais curioso dos homens. Morreu de câncer em 1963, em 22 de novembro, mesmo dia do assassinato de Kennedy. Sua morte só foi anunciada ao mundo depois dos funerais. Na época, um jornal italiano estampou: ‘Huxley foi um dos homens mais livres do mundo. E agora ele se foi: valendo-se de um momento de inquietação histórica, ele partiu à la Huxley, de leve, na ponta dos pés, para não perturbar seus semelhantes, para os quais ele só desejou estender a mão’.
 

 
 

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