sexta-feira, 8 de novembro de 2013

PASSEIOS LITERÁRIOS

 

VICTOR HUGO (1802-1885)

Nasceu em 1802 em Besançon, filho do general Leopold Hugo.  Vida familiar tumultuada e trágica; lutou desde muito cedo com a família para que aceitassem a carreira literária. Começa pela luta para consolidar o romantismo na França. De fato, tornou-se um líder na batalha classicismo versus romantismo. Iniciou sua vida literária com poemas e obras para o teatro. Fez grande sucesso ainda jovem, e aos 26 anos já estava rodeado de discípulos ávidos por beber no romantismo. Engaja-se em causas sociais; inicia um combate contra a pena de morte. Após o nascimento de Adèle (mesmo nome da mãe) inicia uma vida conjugal tumultuada e entrega-se à boemia. O romance histórico entrou na moda com a produção inglesa (Walter Scott, por exemplo) e influencia Victor Hugo que compõe ‘O corcunda de Notre-Dame’, cuja profundidade psicológica, que reúne o sublime e o grotesco, é insuperável. Continua sua produção de poemas tornando-se um dos grandes poetas franceses.  (Folhas de Outono, Os cantos do Crepúsculo, As vozes interiores, Luzes e Sombras e outros). Entrou para a Academia Francesa depois de várias tentativas fracassadas e já pertencia à aristocracia quando a República Francesa foi proclamada em 1848; Hugo elegeu-se deputado.  Rompeu com o partido conservador quando Luís Napoleão declarou-se rei e refugiou-se na Bélgica. Nesse tempo escreveu belos textos literários do tipo panfletário. É um ativista da causa dos pobres e gasta boa parte de seus ganhos para alimentar mendigos. Por dezesseis anos trabalha em ‘OS MISERÁVEIS’ (1862), obra que retrata com clareza sua visão do homem e do mundo.  Acontece a tumultuada relação da filha Adèle com o Tenente Pinson, que deságua com a  fuga da filha para o Canadá. Victor Hugo começa a escrever ‘Os trabalhadores do Mar’, considerado por muitos sua obra prima em prosa. Em 1870, após a queda de Luís Napoleão, regressa a Paris.  Elegeu-se novamente deputado, mas renunciou um mês depois diante das grandes barreiras ideológicas. Envolveu-se no movimento popular chamado Comuna. Adéle volta para casa, havia enlouquecido em sua aventura amorosa e foi para viveu o resto de sua vida no hospício (como seu tio Eugène, que havia se apaixonado pela mãe de Adèle, antes mesmo dela casar-se com Victor). Em 1876, elegeu-se senador e continuou produzindo poesia. Morreu aos 83 anos e durante nove dias foi velado pelo povo parisiense; enterrado junto aos heróis nacionais. Dois milhões de pessoas participaram do cortejo.

 

 

 Victor Hugo
 

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