sábado, 21 de dezembro de 2013

LÍMPIDAS PAISAGENS PARA VOCÊS:




I
Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas:
Verde!... e que leves, lindas filigranas
Desenha o sol na página deserta!

Não se que paisagista doidivanas
Mistura os tons... acerta.... desacerta...
Sempre em busca de nova descoberta,
Vai colorindo as horas cotidianas...

Jogos da luz dançando na folhagem!
Do que eu ia escrever até me esqueço...
Pra que pensar? Também sou da paisagem...

Vago, solúvel no ar, fico sonhando...
E me transmuto... iriso-me... estremeço...
Nos leves dedos que me vão pintando.

In 80 anos de poesia, Mário Quintana, Editora Globo, RJ, 1999.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

NO FUNDO NÃO HAVIA ÁGUA ou ENTRE O SUJEITO E A COISA

( nota prévia: esse é o primeiro conto do livro INCONTÁVEIS,  de que publicamos o prefácio antes. Como dissemos é um livro denúncia. Denú...