segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

DE SUGESTÕES 2:

Livro - Antologia do Conto Húngaro


“De húngaros e da Hungria, só é grato tratar; e corre mesmo logo para o poético o que se refira a eles, tão variados, remotos de nós, e hoje-em-dia ainda mais distanciados no real, pela cerração política. Magyarország – o país dos magiares. Uma nação humana muito especial, definida, no sudoeste da Europa, turaniana, ente germanos, romenos e eslavos, envolventes. Sua procedência é extra-europeia. Sua história, extremamente dinâmica, precisamos de um pouquinho dela, para podermos entendê-los. Os húngaros vieram da Ásia – de onde vem quase tudo o que  pesa e importa: o sol, os filhos de Adão, o bem e o mal, os flagelos, a sabedoria, as religiões, os germes das ciências. Muito exato e indiscutido não é o que os livros e as tradições revelam, sobre seus itinerários e primeiras agitações. Mas praz.
Soltos nômades, cavaleiros, pastores, afirmativamente guerreiros, geraram-se nas franjas da Mongólia – nos vastos espaços e planaltos da Ásia Central, viveiro de onde saíam, derramando-se das estepes desse chapadão, para muitas direções, as ondas humanas...”

In prefácio de Guimarães Rosa para antologia do Conto Húngaro, Paulo Rónai, Topbooks, RJ, 1998.
 
(Nossa Homenagem a Paulo Ronái, a quem a cultura brasileira deve o impagável...)

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