segunda-feira, 28 de abril de 2014

Reflexões: oralidade e escrita



 
 
“Um discurso concreto, ao invés de remeter a coordenadas tipológicas, provoca uma energia destruidora das coordenações”. (...) Além do mais, não podemos negligenciar as variações individuais que o contador e seus ouvintes operam sobre estas regras, em virtude de suas necessidades particulares e da qualidade de suas relações mútuas. O conto, para aquele que o narra (como a canção para aquele que a canta), constitui a realização simbólica de um desejo; a identidade virtual que, na experiência das palavras, se estabelece um instante entre o narrador, o herói e o ouvinte, cria, segundo a lógica do sonho, uma fantasmagoria libertadora.”

In Introdução à poesia oral, Paul Zumthor, Hamanitas, Editora UFMG, BH, 2010.

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