domingo, 25 de maio de 2014

COPA 2: FUTEBOL LEVADO A SÉRIO




“É só essa ausência sintomática do futebol que permite falar, com tanta certeza, da insignificância do conteúdo do jogo, quando seria preciso entender que , nele, como nas artes e na música, o conteúdo está ali como se não estivesse: na ausência de significado, mas fazendo sentido e pondo em cena conteúdos conflitivos e catárticos que o transformam nesse vespeiro universal de congraçamento e violência. É pelo fato de lidar de maneira não verbal com o núcleo de violência que constitui as sociedades, a um tempo elaborando-o e expondo-se ao risco de trazê-lo à tona, que o futebol pode se tornar o vínculo intrigante que atravessa todo tipo de fronteiras.”

In Veneno Remédio – O futebol e o Brasil, José Miguel Wisnik, Companhia das Letras, SP, 2008.

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