sexta-feira, 31 de outubro de 2014

DIA DE DRUMMOND:



ARTE POÉTICA

Uma breve uma longa, uma longa uma breve
Uma longa duas breves
Duas longas
Duas breves entre duas longas
E tudo mais é sentimento ou fingimento
Levado pelo pé, abridor de aventura,
Conforme a cor da vida no papel.

In A Paixão Medida, Carlos Drummond de Andrade, Livraria José Olympio Editora, RJ, 1980.

Um grupo de pessoas ajudou o artista Frank Boelter a colocar um barco de papel gigante, com 9 metros de comprimento, feito de embalagens longa vida, num canal da cidade de Leipzig, na Alemanha, nesta segunda-feira (13). A ideia da ação era pedir a reuperação da paisagem fluvial urbana a seu estado natural. (Foto: AFP) 
 "Alemão constrói barco de papel gigante com embalagens longa vida. 'Embarcação' de 9 metros foi colocada num canal da cidade de Leipzig. Artista pretende criticar a mentalidade de jogar tudo fora."

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

SÉRIE 'QUE A FÉ NÃO CUSTUMA FAIÁ'


[jackpiresleminskiPEQ3.jpg] 
"Ainda vão me matar numa rua.
quando descobrirem,
principalmente, que faço parte dessa gente
que pensa que a rua
é a parte principal da cidade"
 
In Quarenta Clics em Curitiba, Jack Pires e Paulo Leminski, Etecetera, Secretaria de Cultura do Paraná, 1990.


 
 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

SÉRIE 'QUE A FÉ NÃO CUSTUMA FAIÁ' 4



 
DAS ELEIÇÕES BRASILEIRAS ou DO TEMPO DA DELICADEZA

Há muito (muito) tempo atrás minha consciência política foi precocemente despertada pelos gritos ‘ABAIXO A DITADURA’, ‘FORA A REPRESSÃO’.  Assim passei meu tempo de aprendizado primário: estudei, fui às ruas, lutei, perdi amigos (incontáveis) nas arenas do ódio, vi tombarem inimigos; sofri e cheguei ao tempo do aprendizado médio: ‘DIRETAS JÁ’, ‘ANISTIA AMPLA, GERAL E IRRESTRITA’. Continuei lutando, estudando e aprendendo. Passei por provas difíceis e dificílimas: confisco das poupanças, impeachment do presidente da república, explosão inflacionária, crescimento da população miserável. Mas continuei e passei. Passei. Comecei, humildemente, meu ensino superior. Não tem sido fácil. Tenho doutorados, meros papeis. Mas, sou, finalmente, um aprendiz. Estou feliz por isso. Muito feliz.
Cheguei ao tempo do DIÁLOGO. Ao tempo em que não cabem mais gritos desesperados de ‘FORA BELTRANO’, ‘ABAIXO SICRANO’. Ao tempo da igualdade de direitos. Direito à voz. Não sou dos mais crentes em números, mas sei que os números são os modos mais populares de leitura da realidade. Então, vejamos: os números dizem que, finalmente, conquistamos a igualdade das diferenças. Respeitemos, portanto, essa construção tão lenta e dolorosamente edificada.  Não há motivo para euforia, tampouco para depressão. Há motivos de atenta responsabilidade.  Responsabilidade de adultos, de quem aprendeu a conduzir-se.
Eu teria muito para contar do longo e laborioso percurso de construção da minha cidadania brasileira. Mas não acho necessário. Gosto do jogo para frente. Vou apenas chamar a atenção para o maravilhoso símbolo chamado MINAS GERAIS. O primeiro grito de brasilidade soou entre essas montanhas. Mais que nunca (MAIS QUE NUNCA!), lembremo-nos dos poetas. Os poetas sempre chegam primeiro: ‘MINAS SÃO MUITAS’. 
Peço-lhe licença, meu amado Guimarães Rosa, para prosseguir: ‘AGORA, BRASIL SÃO MUITOS’.
Ao trabalho, minha gente! Em teu seio, oh, liberdade! 

Magda Maria Campos Pinto

SÉRIE 'QUE A FÉ NÃO CUSTUMA FAIÁ' 3

sábado, 25 de outubro de 2014

SÉRIE 'QUE A FÉ NÃO CUSTUMA FAIÁ' 1

 

Andar com fé eu vou,
que a fé não costuma "faiá"
Andar com fé eu vou,
que a fé não costuma "faiá
Andar com fé eu vou,
que a fé não costuma "faiá"

Que a fé tá na mulher
A fé tá na cobra co-ral

Ô-ô
Num pedaço de pão

A fé tá na maré
Na lâmina de um punhal

Ô-ô
Na luz, na escuridão

A política externa do Brasil 2003-2013: depois da esperança suscitada e do papel de destaque exercido, o país se encontra em certo isolamento

Andar com fé eu vou,
que a fé não costuma "faiá"
Andar com fé eu vou,
que a fé não costuma "faiá"

A fé tá na manhã
A fé tá no anoitecer

Ô-ô
No calor do verão
A fé tá viva e sã
A fé também tá pra morrer

Ô-ô
Triste na solidão

Andar com fé eu vou,
que a fé não costuma "faiá"
Andar com fé eu vou,
que a fé não costuma "faiá"

Certo ou errado até
A fé vai onde quer que eu vá

Ô-ô
A pé ou de avião
Mesmo a quem não tem fé
A fé costuma acompanhar

Ô-ô
Pelo sim pelo não.

Andar com fé eu vou,
que a fé não costuma "faiá"
Andar com fé eu vou,
que a fé não costuma "faiá"
Andar com fé eu vou,
que a fé não costuma "faiá"

 http://www.documentosrevelados.com.br/wp-content/uploads/2012/01/anistia-nas-ruas.jpg

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

100 anos de Julio Cortázar:

 
“La humanidad empezará verdaderamente a merecer su nombre el día en que haya cesado la explotación del hombre por el hombre”

terça-feira, 21 de outubro de 2014

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Viagem ao Uruguai: 1º destaque

Especialmente:
E no meio do caminho:
Então: primeiramente saibam que no Uruguai podemos encontrar 'libros, muchos libros'. Velhos, muito velhos, novos, novíssimos... nas bancas, pelo chão, pelas paredes!





sábado, 18 de outubro de 2014

SÓ DRUMMOND:



 
CAFÉ NOTURNO (Van Gogh)
Carlos Drummond de Andrade
Alucinação de mesas
Que se comportam como fantasmas
Reunidos
Solitários
Glaciais.

Varanda Café A Noite Céu Estrelas Pintor Van Gogh Tela Repro 

Blog de acvieira :AC VIEIRA - ESCULTURAS, PINTURAS E GRAVURAS., "Café Noturno em Arles"        Vincent Van Gogh

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

SÓ DRUMMOND:



 
TRANSVERBERAÇÃO DE SANTA TERESA

(Bernini)

Carlos Drummond de Andrade

Visão celestial, doce delírio.

Da cabeça aos pés nus

Êxtase (orgasmo?) relampeia.

Transverberação de Santa Teresa (escultura de Lorenzo Bernini)