domingo, 31 de maio de 2015

RILKE:

 aldeia-3

“A loriga ardeu no castelo, com a carta e a pétala de rosa de uma mulher estrangeira.

Na primavera seguinte (que chegou triste e fria), um correio a cavalo, do Barão de Pirovano, entrou lentamente em Languenau. 
Lá viu uma velhinha a chorar.”

In A canção de amor e de morte do Porta-Estandarte Cristóvão Rilke, tradução de Cecília Meireles, Editora Globo, RJ, 2015. 
 

sábado, 30 de maio de 2015

RILKE:



 

“O de Languenau está no meio do inimigo, mas completamente só. O medo abriu em torno um círculo vazio, e ele resiste no centro, so o estandarte que lentamente se consome.

Lentamente, quase pensativamente, olha em redor de si. Há muitas coisas estranhas e multicores na sua frente. Jardins... pensa; e sorri. Mas então sente olhos que o observam, e reconhece homens, e sabe que sã os perros infiéis: e atira o seu cavalo em cheio.

Mas quando agora atrás dele tudo se fecha, são jardins outra vez, e os dezesseis sabres redondos que sobre ele saltam, raio sobre raio, são uma festa.

Uma ridente cascata."

In A canção de amor e de morte do Porta-Estandarte Cristóvão Rilke, tradução de Cecília Meireles, Editora Globo, RJ, 2015. 

 

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Trabalho de pesquisa: LEITURA E ESCRITA

"BIBLIOTECA 1 - Estabelecendo certo campo/fundo; reconhecendo certos limites; reconhecendo que não há um contorno; e pensando na conversa desta semana como um corpo de teste sobre este campo 2" - Magda Maria Campos Pinto

     Criação e Fotografia - Sarah Passos
4. Mar de livros II 

5. Origem


  6. Chave


7. Filha



RILKE:



“Corre à porfia com os corredores flamejantes, pelas portas que o cercam, ardentes, pelas escadas que o queimam, e evade-se do edifício em fúria. Nos braços leva o estandarte como uma branca mulher desfalecida. E encontra um cavalo, e é como um grito, por cima de tudo e antepondo-se a todos, até os seus. E então o estandarte também torna  a si, e nunca teve tanta realeza, e agora todos o vêem, na frente, e reconhecem o homem claro e sem elmo, e reconhecem o estandarte... mas nisto ele começa a brilhar, desprega-se, amplia-se, purpuriza-se.
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Ali arde o seu estandarte, no meio do inimigo.
E perseguem-no a galope.”

In A canção de amor e de morte do Porta-Estandarte Cristóvão Rilke, tradução de Cecília Meireles, Editora Globo, RJ, 2015. 

 castelo em chamas Vetor

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Trabalho de pesquisa: LEITURA E ESCRITA


   "BIBLIOTECA 1 - Estabelecendo certo campo/fundo; reconhecendo certos limites; reconhecendo que não há um contorno; e pensando na conversa desta semana como um corpo de teste sobre este campo 2" - Magda Maria Campos Pinto

     Criação e Fotografia - Sarah Passos

     1. Janela:


2. Mil livros


3. Mar de livros I



RILKE:



“Mas o estandarte não está ali.

Chamados: Porta-estandarte!

Cavalos enraivecidos, preces, gritos,

Imprecações: Porta-estandarte!

Ferro contra ferro, comando e senha;

Silêncio: Porta-estandarte!

E arremeter com a escumante cavalaria.

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Mas o estandarte não está ali.


In A canção de amor e de morte do Porta-Estandarte Cristóvão Rilke, tradução de Cecília Meireles, Editora Globo, RJ, 2015. 
 batalhas medievais