segunda-feira, 11 de maio de 2015

RILKE:


“Assim se cavalga pela noite adentro, por uma noite qualquer. Fica-se outra vez calado, mas tem-se consigo as palavras luminosas. Então, o marquês tira o elmo. Seus escuros cabelos são macios e , como abaixa a cabeça, desmancham-se-lhe feminilmente pela nuca. Também  o de Languenau agora distingue: longe, alguma coisa se eleva na claridade, alguma coisa esbelta, sombria. Uma solitária coluna, semi-arruinada. E mais tarde, quando já vão longe, ocorre-lhe que aquilo era uma Madona.”

In A canção de amor e de morte do Porta-Estandarte Cristóvão Rilke, tradução de Cecília Meireles, Editora Globo, RJ, 2015.

 Cartoon for the Mackintosh Madonna, about 1509-11.

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