domingo, 17 de maio de 2015

RILKE:



“O de Languenau escreve uma carta,, completamente absorto. Lentamente desenha com grandes, sérias, eretas letras:
‘Minha boa mãe,
‘orgulha-te: eu levo o estandarte, ’
‘não te preocupes: eu levo o estandarte. ’
‘ama-me: eu levo o estandarte’.

Depois, mete a carta na túnica, no mais secreto lugar, junto à pétala de rosa. E pensa: daqui a pouco estará perfumada. E pensa: talvez um dia alguém a encontre... Porque o inimigo está perto.”

In A canção de amor e de morte do Porta-Estandarte Cristóvão Rilke, tradução de Cecília Meireles, Editora Globo, RJ, 2015.
 

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