segunda-feira, 18 de maio de 2015

RILKE:



 


“Passam a cavalo por cima de um camponês trucidado. Tem os olhos arregalados e alguma coisa se espelha dentro deles: não céu. Mais tarde, uivam cães. Aproxima-se, pois, finalmente, uma aldeia. E acima das cabanas se eleva, pétreo, um castelo. Larga se estende para eles a ponte. Grande se torna o portão. Alto a buzina soa as boas vindas. Escuta: alvoroto, tinidos e ladrar de cães. Relinchos no pátio, bater de patas e grito.

In A canção de amor e de morte do Porta-Estandarte Cristóvão Rilke, tradução de Cecília Meireles, Editora Globo, RJ, 2015.

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