sexta-feira, 22 de maio de 2015

RILKE:



“Alguém, trajado de seda branca, percebe que não pode despertar; pois está desperto e perturbado pela realidade. Assim se refugia medrosamente no sonho, e permanece de pé no parque, sozinho no negro parque. E a festa é longe. E a luz mente. E a noite o envolve, fresca. E pergunta a uma mulher que para ele se inclina:

‘És tu a noite?’

Ela sorri.

Então, ele se envergonha de seu traje branco.

E quereria estar longe, sozinho, armado.

Completamente armado.”

In A canção de amor e de morte do Porta-Estandarte Cristóvão Rilke, tradução de Cecília Meireles, Editora Globo, RJ, 2015.

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