segunda-feira, 25 de maio de 2015

RILKE:



 “No vestíbulo, pendem de um assento a loriga, a bandoleira e o manto do de Languenau. Suas luvas, no chão. Seu estandarte, rígido, apoiado à travessa da janela. É negro e esguio. Fora, uma tempestade corre pelo céu, cortando a noite em pedaços brancos e pretos. O luar passa como um longo relâmpago, e o estandarte imóvel tem sombras inquietas: sonha.”


In A canção de amor e de morte do Porta-Estandarte Cristóvão Rilke, tradução de Cecília Meireles, Editora Globo, RJ, 2015. 

 

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