sexta-feira, 29 de maio de 2015

RILKE:



“Corre à porfia com os corredores flamejantes, pelas portas que o cercam, ardentes, pelas escadas que o queimam, e evade-se do edifício em fúria. Nos braços leva o estandarte como uma branca mulher desfalecida. E encontra um cavalo, e é como um grito, por cima de tudo e antepondo-se a todos, até os seus. E então o estandarte também torna  a si, e nunca teve tanta realeza, e agora todos o vêem, na frente, e reconhecem o homem claro e sem elmo, e reconhecem o estandarte... mas nisto ele começa a brilhar, desprega-se, amplia-se, purpuriza-se.
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Ali arde o seu estandarte, no meio do inimigo.
E perseguem-no a galope.”

In A canção de amor e de morte do Porta-Estandarte Cristóvão Rilke, tradução de Cecília Meireles, Editora Globo, RJ, 2015. 

 castelo em chamas Vetor

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