sábado, 30 de maio de 2015

RILKE:



 

“O de Languenau está no meio do inimigo, mas completamente só. O medo abriu em torno um círculo vazio, e ele resiste no centro, so o estandarte que lentamente se consome.

Lentamente, quase pensativamente, olha em redor de si. Há muitas coisas estranhas e multicores na sua frente. Jardins... pensa; e sorri. Mas então sente olhos que o observam, e reconhece homens, e sabe que sã os perros infiéis: e atira o seu cavalo em cheio.

Mas quando agora atrás dele tudo se fecha, são jardins outra vez, e os dezesseis sabres redondos que sobre ele saltam, raio sobre raio, são uma festa.

Uma ridente cascata."

In A canção de amor e de morte do Porta-Estandarte Cristóvão Rilke, tradução de Cecília Meireles, Editora Globo, RJ, 2015. 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário