sexta-feira, 8 de maio de 2015

RILKE:

 Cruzadas - Guerra Santa

"O de Languenau vira-se na sela e diz: 'Senhor Marquês...'
Seu vizinho, o pequeno, delicado francês, a princípio falara e rira três dias inteiros.
Está como uma criança que quisesse dormir.
Há poeira pousada na sua fina gola branca de renda. Não repara nisso.
Descai lentamente na sela de veludo...
Mas o de Languenau sorri e diz: 'Tendes uns olhos estranhos, Senhor Marquês... Certamente, sois parecido com vossa mãe...'
então, o francesinho torna a reanimar-se, e sacode a poeira da gola, e é como novo." (...)

(continua)

in A canção de amor e de morte do Porta-estandarte Cristóvão Rilke, Rainer Maria Rilke, tradução de Cecília Meireles, Editora Globo, RJ, 2000.

Rainer Maria Rilke

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