quinta-feira, 26 de maio de 2016

ESTUDANDO:

Fim


Quando eu morrer batam em latas,

Rompam aos saltos e aos pinotes,

Façam estalar no ar chicotes,

Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sobre um burro

Ajaezado à andaluza...

A um morto nada se recusa,

E eu quero por força ir de burro!



Mário de Sá Carneiro,

Paris, 1916.

 Mario de Sa-Carneiro

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Vladimir, Wim e Bruno. Existe vida inteligente.

A MORTE DE UM ATOR VLADIMIR SAFATLE Pode-se dizer que foi o momento mais maduro de uma carreira que trazia atrás de si uma sequênc...